O sindicato que representa os trabalhadores da EMDUR está trabalhando na coleta de assinaturas em favor da criação de uma gratificação natalina,a idéia é que a novidade seja incluída no acordo 2010/2011.
O abaixo-assinado será entregue à diretoria da empresa juntamente com as reivindicações do sindicato para fechamento de novo acordo,já que o atual encerra-se em fevereiro.
O documento está circulando desde o dia 22 de dezembro em todos os setores administrados pela EMDUR.
Na justificativa do pedido,o sindicato argumenta que:
"Os cidadãos abaixo-assinados, brasileiros,trabalhadores da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR), solicitam a criação de uma gratificação natalina no valor de 50% referente ao abono salarial,a ser paga a partir de dezembro de 2010, a fim de com isso promover a valorização dos serviços prestados durante o ano,assim como um reconhecimento pela contribuição dada pelos trabalhadores em duas décadas e meia."
A expectativa do sindicato é de que o pleito seja atendido,possibilitando assim mais um avanço nas relações trabalhistas.
Inicialmente convém explicar o que vem a ser a CAST:
Pois bem,CAST é a sigla de CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE TOLEDO.
É uma autarquia municipal.
Ela foi criada em 1992,através da Lei 1727/1992.
A mesma Lei instituiu um plano de assistência à saúde dos servidores públicos municipais de Toledo,sendo que tal plano é administrado e mantido através da CAST.
Desde então o sistema vem funcionando muito bem,beneficiando a saúde dos servidores e de seus dependentes.
A razão de eu fazer a introdução deve-se ao fato da injustiça que ocorre desde que a Lei 1727/1992 entrou em vigor.
Por alguma razão obscura os trabalhadores da EMDUR,única empresa pública municipal de Toledo,ficaram de fora dos beneficiados pelo plano de assistência à saúde.
E mais: nenhuma alternativa foi criada,deixando os trabalhadores totalmente a mercê da sorte,desassistidos por qualquer tipo de assistência.
Sempre lembrando que a EMDUR foi criada através da Lei nº 1.199/84,de 21 de Novembro de 1984.
Logo chegamos a triste constatação de que são 25 anos (1/4 de século) de abandono.
Pouco tempo após assumir a presidência do sindicato,em novembro de 2006,passei a estudar as razões que levaram aos "experts" da época a deixarem de fora os trabalhadores da EMDUR.
Sinceramente não encontrei nenhum argumento válido,por parte da direção da CAST,EMDUR ou administração municipal,que justifique a exclusão.
Trata-se de mero descaso com as pessoas,com aqueles que construíram a empresa ao longo de 1/4 de século.
Nada,absolutamente nada,justifica a ausência dos trabalhadores da empresa como segurados obrigatórios do plano de assistência à saúde gerido pela autarquia CAST.
Durante meu mandato no sindicato fizemos várias ações no sentido de corrigir a injustiça.
Cronologicamente podemos dividir assim:
a) 29/01/2009- Protocolado na Prefeitura pedido de alterações na Lei 1727/1992 (Protoloco nº 2443/2009)
b) 16/03/2009- Indicação 096/2009 é aprovada por unanimidade na Câmara Municipal
c) 21/07/2009- Protocolado novamente na Prefeitura pedido de alterações na Lei 1727/1992 (Protocolo nº 21262/2009)
Soma-se a isso as participações em programas de Rádios,jornais,blogs...etc.
Sempre apontei,e aponto,a necessidade da entrada dos trabalhadores como segurados obrigatórios do plano de assistência à saúde dos servidores públicos municipais de Toledo.
É uma reivindicação justa.
Manter a exclusão é uma covardia,tanto com os trabalhadores quanto com seus dependentes.
Em 2010 espero que novidades ocorram,e que finalmente um direito dos trabalhadores seja posto em prática,ou seja: Entrada dos trabalhadores da EMDUR como segurados da CAST.
Luiz Carlos dos Santos
Presidente do SINTRAEP
sintraep@hotmail.com
Durante 25 anos o setor operacional da EMDUR (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo) carregou a empresa nas costas,sendo assim consideramos absolutamente justo o pleito de que sua carga horária seja reduzida para 40 horas semanais,igualando-se assim ao setor administrativo da empresa.
Selecionamos alguns dos motivos que nos fazem reivindicar as 40 horas:
1.Jornada normal de trabalho muito extensa
A jornada normal de trabalho do setor operacional na EMDUR,e no Brasil, é uma das maiores no mundo: 44 semanais desde 1988.
A jornada total de trabalho é a soma da jornada normal de trabalho mais a hora extra. No Brasil, além da extensa jornada normal de trabalho, não há limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas extras, o que torna a utilização de horas extras no país uma das mais altas no mundo. Logo, a soma de uma elevada jornada normal de trabalho e um alto número de horas extras faz com que o tempo total de trabalho no Brasil eja um dos mais extensos.
2. Ritmo intenso do trabalho
O tempo de trabalho total, além de extenso, está cada vez mais intenso, em função de diversas inovações técnico-organizacionais implementadas pelas empresas (como a polivalência, o just in time, a concorrência entre os grupos de trabalho, as metas e a redução das pausas).
3. Aumento da flexibilização da jornada de trabalho
Desde o final dos anos 1990, verifica-se, no Brasil, um aumento da flexibilização do tempo de trabalho. Assim, às antigas formas de flexibilização do tempo - como a hora extra, o trabalho em turno, trabalho noturno, as férias coletivas -, somam-se novas - como a jornada em tempo parcial, o banco de horas e o trabalho aos domingos.
4. Aumento do número de doenças
Em função das jornadas extensas, intensas e imprevisíveis, os trabalhadores têm ficado cada vez mais doentes (estresse, depressão, hipertensão, distúrbios no sono e lesão por esforços repetitivos, por exemplo).
5. Condições favoráveis da economia brasileira
A economia brasileira apresenta condições favoráveis para a redução da jornada de trabalho e limitação da hora extra, uma vez que:
· o país apresenta crescimento econômico nos últimos cinco anos e com perspectivas positivas para os próximos anos;
· a inflação tem variações moderadas desde 2003;
· a economia encontra-se relativamente estabilizada (diminuição das taxas de inflação, equilíbrio na balança de pagamentos, superávit primário, crescimento econômico etc.);
· a redução da jornada de trabalho é uma política de geração de postos de trabalho com baixo risco monetário;
6. Baixo percentual dos salários nos custos de produção
Conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 1999, a participação dos salários no custo da indústria de transformação era de 22%, em média. Fazendo as contas, uma redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (de 9,09%) representaria um aumento no custo total de produção de apenas 1,99%.
Este percentual é irrisório se considerarmos que o aumento da produtividade da indústria, entre 1990 e 2000, foi de 113% e que, nos primeiros anos do século XXI, os ganhos de produtividade foram de 27%. Portanto, o grande aumento de produtividade alcançado desde 1988 (última redução da jornada de trabalho no Brasil) leva a um pequeno aumento de custo gerado pela redução da jornada de trabalho.
7. Baixo custo da mão-de-obra no Brasil
O custo da mão-de-obra no Brasil é muito baixo, comparado a diversos países, de forma que a redução da jornada de trabalho não traria nenhum prejuízo à competitividade das empresas, sobretudo porque o diferencial na competitividade não está no custo da mão-de-obra, mais sim nas vantagens sistêmicas que o país oferece.
8. Criação de um círculo virtuoso
Além dos ganhos de produtividade verificados no passado e na conjuntura atual, eles devem continuar a acontecer no futuro, o que explicita a necessidade de a redução da jornada de trabalho ser permanente e contínua, acompanhando assim os ganhos de produtividade. Cria-se então, um círculo virtuoso, isto é, os ganhos de produtividade e a sua melhor distribuição estimulam o crescimento econômico que, por sua vez, levam a mais aumento de produtividade.
9. Apropriação dos ganhos de produtividade
A redução da jornada de trabalho é uma das possibilidades que os trabalhadores têm para se apropriarem dos ganhos de produtividade por eles produzidos.
10. Instrumento de distribuição de renda
A redução da jornada de trabalho é uma das formas de os trabalhadores se apropriarem dos ganhos de produtividade, logo, é um dos instrumentos para a distribuição de renda no país.
11. Pouco tempo livre
Em função do grande tempo ocupado direta e indiretamente com o trabalho, sobra pouco tempo para o convívio familiar, o estudo, o lazer, o descanso e a luta coletiva.
12. Perda do controle do tempo da vida
As diversas formas de flexibilização do tempo de trabalho, como a hora extra ou o banco de horas, além de intensificar o trabalho, têm como conseqüência a perda do controle por parte do trabalhador seja do tempo de trabalho ou do tempo livre. Isso porque, na maior parte dos casos, é o empregador que define quando o trabalhador irá trabalhar a mais ou a menos, sem consulta ou com um mínimo de aviso prévio, desorganizando assim toda a sua vida.
13. Qualidade de vida
Finalmente, a redução da jornada de trabalho irá possibilitar que os trabalhadores, produtores das riquezas do Brasil e do mundo, possam trabalhar menos e viver melhor. Até para que outras pessoas também possam ter acesso ao trabalho e à vida, para que possam viver e não apenas sobreviver.
Apresentadas as treze (13) razões que nos levam a REIVINDICAR a redução na jornada de trabalho do setor operacional, contamos com o senso social tanto da direção da empresa quanto da administração pública municipal, ressaltando que se trata de uma luta histórica em nível nacional e que certamente obterá vitória brevemente.
A Comissão de Negociação Sindical está trabalhando na elaboração do documento reivindicatório que será entregue aos diretores da EMDUR,dando início às negociações envolvendo o Acordo Coletivo 2010/2011.
Até o momento aproximadamente 21 reivindicações farão parte do documento,podendo o número ser aumentado até a data de entrega.
A previsão é de que na segunda quinzena de janeiro aconteça o passo inicial nas negociações.
O atual acordo,envolvendo EMDUR e SINTRAEP,vence em fevereiro.
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Parece que o espírito de Ano Novo tomou conta da direção da empresa,hoje o ponto facultativo é integral.
Como deveria ter sido o dia 24 (véspera de Natal).
A Portaria 030/2009 revogou a anterior,assim os trabalhadores podem aproveitar bem o feriado prolongado.
É como bem disse o presidente do Sintraep: "...nem tudo são obras,nem tudo é trabalho,há de se valorizar também as horas de lazer."
Assim fechamos 2009 com certa sensatez,esperando que o clima persista em 2010,durante as negociações para fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2010/2011.
A vida funcional dos trabalhadores da EMDUR será regida durante o ano de 2010 através deste acordo,portanto esperamos que um acordo possibilitando avanços seja celebrado.
No mais,desejamos aos leitores,trabalhadores e visitantes um FELIZ 2010.
Novas postagens em breve virão,2010 nos trará muitas surpresas.
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Parabéns ao Amauri Vilmar Linke,pelo excelente trabalho feito durante seus quase quatro anos encabeçando a direção do SINDSERTOO.
Foram anos de muitas lutas e conquistas,nós,do SINTRAEP,acompanhamos cada passo da caminhada do Amauri frente ao SINDSERTOO,desde sua posse até hoje,com sua saída da Secretaria Geral.
Parabéns igualmente ao Lucas Ricardo Teodoro,que assumiu a importante missão,e responsabilidade,de substituir o competente Amauri Linke.
Certamente seguirá linha semelhante e alcançará novos avanços.
Também não nos esqueçamos da Florinda Apararecida de Oliveira,que está sendo cedida para dedicação ao sindicato e que dará um reforço na luta histórica dos servidores municipais.
Sempre que precisarem,contem com o SINTRAEP.
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Houveram mudanças na diretoria do sindicato dos servidores públicos municipais,segue nota extraída do SINDSERTOO:
"O Servidor da Câmara de Vereadores de Toledo, Lucas Ricardo Teodoro,deverá ocupar a partir do dia 30/12/2009, o cargo de Secretário Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Toledo.Devendo estar liberado das suas funções na Câmara a partir do dia 04/01/2010 e consequentemente executar as tarefas inerentes ao dirigente sindical.O Servidor Amauri Vilmar Linke que estava ocupando o cargo de Secretário a mais de três anos, solicitou para retornar as suas atividades normais na Prefeitura, porém, continua a integrar a diretoria do sindicato como membro do Conselho Deliberativo.Além desta mudança, a Professora Nair Maria Novello, que ocupa a Secretaria de Políticas Públicas na Diretoria desta entidade e que está liberada para prestar serviços ao sindicato, também solicitou para retornar as suas atividades normais em sala de aula, vindo em seu lugar a servidora Florinda Aparecida de Oliveira.
Lucas Ricardo Teodoro: Agente Legislativo da Câmara de Vereadores de Toledo, ex-Guarda Municipal, formado em Matemática,especialista em Gestão Tributária e Pos-graduando em Planejamento, Gestão e Avaliação de Políticas Públicas,Membro da Associação dos Deficientes Visuais de Toledo e Conselheiro Suplente da Comissão Municipal do Trabalho.
Florinda Aparecida de Oliveira: Assistente em Desenvolvimento Social, formada em Pedagogia, especialista em Educação Infantil,atualmente lotada na Escola Municipal Henrique Brod, Ex-Vereadora do Município de Toledo, Conselheira do FUNDEB e na Diretoria do Sindicato ocupa Secretaria de Políticas Sindicais."
Durante a participação no programa "Guaçu Notícias-1ª edição",o presidente do sindicato convidou todos os trabalhadores da EMDUR para assinarem o abaixo-assinado em favor da criação de uma gratificação natalina aos trabalhadores da empresa.
O documento está circulando nos diversos setores de trabalho,e será apresentado aos diretores da empresa juntamente com as reivindicações para fechamento do acordo 2010/2011.
Nossa participação hoje no programa "Guaçu Notícias-1ª edição",apresentado pelo jornalista Batista Franco,foi extremamente positiva.
Conseguimos expor diversas situações que dizem respeito aos trabalhadores da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR),entre elas:
1- O atraso de 25 anos da empresa,especialmente pelo fato de não contar com um Plano de Cargos e Salários e um Plano de Saúde;
2- Situação da falta de fornecimento de água potável na Pedreira Municipal,sendo que a situação vêm se arrastando desde 1989;
3- Pontos semi-facultativos que prejudicam os trabalhadores,sendo que existia um acordo verbal de cumprimento do calendário oficial do município;
4- Situação dos motoristas de caminhão toco,que reivindicam equiparação com os motoristas que entraram através do concurso 01/2009;
5- Falta de comunicação da empresa em caso de falecimento de trabalhadores,sendo que nem uma nota oficial lançam em solidariedade e reconhecimento;
6- Situação de sobrecarregamento de trabalho das zeladoras da Rodoviária,falamos da necessidade da contratação de novas trabalhadoras.
Na próxima terça-feira,dia 29,está programada a participação do presidente do SINTRAEP,Luiz Carlos dos Santos,no programa "Guaçu Notícias" (1ª edição),apresentado pelo jornalista Batista Franco.
Também deverá estar presente o tesoureiro do sindicato,André Renato Pereira.
A partir das 7:40 da manhã.
A polêmica sobre o presente de grego (ponto facultativo parcial nos dias 24 e 31/12) estará entre os temas a serem abordados.
O blog trará um resumo do que foi a entrevista.
Os interessados poderão acompanhar a entrevista no dia,a partir das 7:40 da manhã,através do seguinte link:
http://www.radioguacu.com.br/novo/player.php?id=1
Os trabalhadores da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR) estão de luto pelo precoce desaparecimento do companheiro Marco Pedro Xavier.
Ele estava com 41 anos.
Marco deixa muitos amigos e familiares tristes,mas certamente irá descansar em paz.
Enquanto isso,nós aqui seguimos na luta para um dia ver a única empresa pública municipal valorizar de fato seus trabalhadores.
Foi iniciado ontem,dia 22,um abaixo-assinado em apoio à idéia da criação de uma gratificação natalina.
A idéia é que a gratificação seja incluída no acordo coletivo 2010/2011,e passaria a ser concedida a partir de dezembro de 2010.
O valor reivindicado é de 50% do valor pago no abono salarial.
O documento está circulando em todos os setores de trabalho da EMDUR,e será entregue aos diretores juntamente com o documento reivindicatório central.
1º- Aldenor Otacílio dos Santos (1993/1996) 2º- Antônio Carlos de Camargo monteiro (1997/1999) 3º- Elcir José Todeschini (2000/2004) 4º- Ademir de Freitas Rosa (2005/2006) 5º- Luiz Carlos dos Santos (2007/2008 e 2009/2011)
DIA DO SURRUPIAMENTO SALARIAL...uma mancha na empresa pública: