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"Numa época de dissimulação, falar a verdade é um ato revolucionário." (George Orwell)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Desmontando um parecer arcaico

(Quem tiver paciência pode clicar sobre a imagem acima e ler o parecer na íntegra)
DESMONTANDO UM PARECER ARCAICO
Começo o presente artigo repudiando veementemente o parecer do Diretor Jurídico da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR),relacionado ao pedido de um trabalhador com 11 anos de serviços prestados,se trata de um parecer arcaico,longe das modernas técnicas administrativas que primam pela qualificação pessoal e profissional. Nunca é demais lembrar que TODA a direção da empresa é transitória,ou seja: vem e vão. Já nós,quadro efetivo,ficamos.Somos concursados,logo não estamos de passagem. Vamos analisar o parecer do advogado: 1º- Ele inicia escrevendo que o pedido não tem guarida no direito. Eu poderia achar tal afirmação cômica,se não fosse trágica. O Diretor Jurídico parece esquecer que nem tudo na vida tem guarida no direito,e nem por isso deixa de ser justo. Além do mais,quantas e quantas coisas na EMDUR não tem guarida no direito,mas estão aí pra quem quiser ver...preciso citar o que são? 2º- Depois segue o mesmo afirmando que o trabalhador quer estabelecer horário de trabalho. Creio que o Diretor citado deve ter veia cômica. Em momento algum o pedido foi intransigente sobre isso,apenas sugere o horário das 7 da manhã às 6 da tarde por uma questão de praticidade relacionada aos horários dos cursos noturnos,tanto em universidades quanto em cursos profissionalizantes. 3º- O citado escreve “Nada impede que o empregador atenda ao pedido”,ou seja: legalmente é possível,mas ele arcaicamente é contra,pois em sua opinião quem entra como vigia tem que permanecer vigia até aposentar. (Isso se lê claramente nas entrelinhas,não precisa ter PHD pra entender) 4º- Ele menciona que a empresa não é obrigada por força de lei a atender o pedido. Isso é óbvio a qualquer leigo. Quem mencionou em alguma linha que era obrigado? A apelação apenas foi ao bom senso da empresa,se é que ela o tem. Sendo uma empresa pública entendi,e entendo, que ela tem por obrigação facilitar a evolução pessoal do trabalhador,não querendo que ele permaneça a vida inteira na obscuridade. Mas,depois de ler o citado parecer fiquei com sinceras dúvidas se a EMDUR tem tal compromisso. 5º- Outro trecho irônico do parecer: “É desejo da Diretoria da EMDUR que seus funcionários se tornem pessoas mais preparadas e que busquem sucesso e brilhantismo profissional.” Quando li isso,não acreditei. Contradição geral. Como o trabalhador irá evoluir se a empresa não colaborar? Aconselho a direção a não insultar a inteligência dos trabalhadores da empresa. 6º- Analisemos outra pérola do parecer. Em determinado trecho ele cita que “...o funcionário que passou em concurso deve cumprir um ofício que é,em muitos aspectos,um ônus perante a sociedade...” Equivocado o citado em 100%,não seriam os altos cargos comissionados o verdadeiro ônus da sociedade?Não vou generalizar,mas com certeza a maioria dos comissionados se tornam um pesado fardo à sociedade,já que nem sempre seus altos salários se refletem em um serviço prestado à altura. 7º- Também é citado que “...o funcionário deve atingir metas exigidas pelos que pagam impostos como finalidade primeira.” Voltamos novamente ao que citei,os altos cargos comissionados em sua maioria não atingem nem 30% das metas exigidas pelos contribuintes. 8º-Finalmente chegamos ao ponto mais equivocado do parecer emitido,lá pelo final do documento o Diretor Jurídico escreve que “Cursos de especialização profissional na área de atuação do requerente são realizados periodicamente.Mesmo cursos sem patrocínio da EMDUR podem ser cursados pelo requerente.” Pergunto: Onde o Diretor Jurídico mora? Em Cascavel,Curitiba...etc? Desafio ele a me apontar UM único curso de especialização profissional na área de vigia existente em Toledo...aponte-me UM só. E mais: desde quando a empresa patrocinou algum curso em 25 anos? E desde quando foi pedido algum patrocínio? Portanto,desmonto aqui ponto a ponto o parcial parecer jurídico que me chegou em mãos. E acrescento que se a EMDUR se deixar guiar por tão arcaica linha teremos sérios problemas. Os argumentos usados pelo Diretor Jurídico são totalmente ultrapassados. Tempos modernos pedem soluções modernas,não há espaço para regressões. Não estamos mais na pré-história da administração pública,quando "patrão" falava e "empregado" abaixava a cabeça,nos novos tempos se o administrador público mostra comportamento ditatorial ou arcaico,recebe as críticas que merece. Não existem mais sistemas de castas,hoje um trabalhador tem todo direito de evoluir,independente de ser isso do interesse da empresa ou não. A EMDUR deveria dar sim o exemplo,mostrando que está sintonizada com os novos tempos. Ou seja: tal parecer nem deveria ter sido levado em consideração pelos demais diretores. Seu lugar deveria ser o esquecimento. Por fim,friso que foi-se o tempo em que o quadro efetivo da EMDUR não tinha cabeças pensantes,os tempos são outros...informem isso ao Diretor Jurídico.
Autor: Luiz Carlos dos Santos E-mail: luizcarlos.2008@hotmail.com
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Curso superior na EMDUR

O adicional por conclusão de curso superior na EMDUR precisa ser abrangente,beneficiando tanto o setor administrativo quanto o operacional. Da forma como hoje ele é concedido beneficia tão somente o administrativo,em detrimento do operacional,que assim fica sem a possibilidade de conseguir mais esse avanço salarial. Se trata de uma covardia com o setor,que é o verdadeiro responsável pelo progresso da empresa. Afinal,quem executa as obras da empresa? O operacional,lógico. A obrigatoriedade de o curso superior ser na área de atuação na empresa beneficia somente o administrativo,e isso é inadmissível. Certamente no acordo 2010/2011 deveremos mudar essa cláusula antiquada. Em caso contrário sempre nos restará a via judicial.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Passos a serem seguidos nas negociações

Passo a passo nas negociações do Acordo Coletivo 2010/2011:
1º- Reuniões da Comissão para formatação do documento reivindicatório; 2º- Reunião com direção da EMDUR para entrega do documento; 3º- Reuniões entre Comissão de Negociação e direção da EMDUR para negociações; 4º- Assembleia Geral para votação do que foi acertado. Observações sobre o passo a passo: O acima serve como um roteiro,rascunho,do que pode ser feito. A previsão do sindicato é de que os membros da Comissão já tenham o documento pronto em meados de janeiro,lá pela 1ª quinzena. A entrega deve ser feita na sequência,dando tempo hábil para que as negociações fluam tranquilamente até final de fevereiro. Lá pelo início de março a Comissão encerra sua parte,em tese,e entrega relatório aos trabalhadores presentes numa Assembleia Geral a ser convocada. A Assembleia tem poderes totais e absolutos para aprovação ou rejeição do que ficou acordado entre Comissão de Negociação Sindical e EMDUR,sendo que em caso de objeção existem dois caminhos básicos a serem seguidos: 1º- Autorização para proceguimento nas negociações; 2º- Autorização para instauração,via justiça do trabalho,de processo de dissídio coletivo. Obviamente que o caminho natural é o da negociação e do concenso,mas em caso contrário não há nenhum impedimento e nem constrangimento em o sindicato lutar via justiça do trabalho pelos direitos coletivos dos trabalhadores da EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL DE TOLEDO (EMDUR). *

Cerimônia dos 25 anos de EMDUR

Está marcada para a próxima terça-feira,dia 15,cerimônia em comemoração aos 25 anos da EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL DE TOLEDO (EMDUR). O local da cerimônia é no auditório da Prefeitura,com início às 20 horas. Os trabalhadores da empresa e seus familiares estão sendo convidados,com a empresa inclusive distribuíndo convites nos locais de trabalho. Os convites são em nome do Diretor Superintendente (Moacir Neudi Vanzzo) e do Prefeito Municipal (José Carlos Schiavinato).
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Comissão de Negociação Sindical

* Formada COMISSÃO DE NEGOCIAÇÃO SINDICAL do SINTRAEP
Durante reunião realizada na manhã do dia 05,sábado,ficou acertada a formação da Comissão de Negociação Sindical do SINTRAEP,encarregada de conduzir as negociações que culminarão com a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho 2010/2011. O atual acordo celebrado entre SINTRAEP e a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR) encerra-se em fevereiro de 2010. A expectativa do sindicato é de obtenção de novos avanços,como a extensão do adicional por cursos superiores ao setor operacional e a licença maternidade de 180 dias às trabalhadoras da empresa. "Uma política de recomposição do poder de compra dos salários,através de ganhos reais,também entrará na pauta de reivindicações da categoria.Durante anos a empresa EMDUR tem meramente repassado mecanicamente os índices inflacionários,está na hora de ousadia,dando a valorização que os trabalhadores,e trabalhadoras,merecem."
-enfatiza o presidente da entidade,Luiz Carlos dos Santos.
A formação da Comissão ficou assim definida: a) Luiz Carlos dos Santos b) Gilmei Zancheta c) André Renato Pereira d) Geraldo Reis e) Mizael dos Santos A Comissão terá agora a missão de formatar o documento com as reivindicações a serem negociadas,sendo que a aceitação,ou não,do acordo ficará a cargo de uma Assembleia Geral a ser convocada ao final das negociações.
Mizael dos Santos Geraldo Reis
André Renato,Luiz Carlos e Gilmei Zancheta
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domingo, 6 de dezembro de 2009

Fila para bater cartão no Pátio

O vídeo acima mostra o momento em que os trabalhadores da EMDUR (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo) fazem o registro digital de sua entrada no serviço. O movimento é no Pátio de Máquinas. É como se diz: no Brasil tem fila pra tudo.
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sábado, 5 de dezembro de 2009

Resumo do que foi a reunião de hoje

Membros da direção do sindicato e da EMDUR
Na reunião ocorrida hoje às 9 da manhã,na SEDE SOCIAL do sindicato,foram discutidos abertamente vários temas. Dentre eles: a)Situação legal da Fábrica de Artefatos de Cimento; b)Melhorias na Pedreira Municipal; c)Melhorias na Usina de Asfalto; d)Eleição na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes); e)Situação dos motoristas de caminhão toco; f)Sindicância 01/2008; g)Fornecimento de protetor solar; h)Desvio de função; i)Concurso 2010; j)Plano de Saúde.
Reunião SINTRAEP/EMDUR:resultados
Durante reunião realizada na Sede Social do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo (SINTRAEP),entre diretoria de sindicato e EMDUR,ficaram acordadas diversas ações,que se colocadas em prática,trarão significativas melhorias aos trabalhadores da empresa. Entre elas estão investimentos na Pedreira Municipal,especialmente no fornecimento de água potável. O fornecimento de água nunca foi feito de forma adequada,já que a água potável é buscada em outros locais e levada à pedreira. Segundo os diretores presentes,Moacir Vanzzo e Lourival Jr,a situação será normalizada em definitivo brevemente. Na Usina de Asfalto uma das reivindicações do sindicato é no sentido da construção de um refeitório para os trabalhadores do local,sendo que a empresa concorda que é uma necessidade e que também será providenciada. Para 2010 está previsto a realização de novo concurso para preenchimento de diversas vagas no setor operacional. O fornecimento de protetor solar nos setores expostos aos riscos dos raios ultravioletas nos horários críticos será feito,estando sua compra no estágio de licitação. O estacionamento para os trabalhadores no Pátio de Máquinas está em fase de limpeza do terreno. As eleições na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) serão realizadas de acordo com a NR 5,baixada pelo Ministério do Trabalho.
Convite para reunião,distribuído entre membros da direção sindical *

Novo boletim sindical do SINTRAEP

NOVO BOLETIM DO SINTRAEP
O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo (SINTRAEP) lançou novo Boletim Sindical,com resumo de suas lutas e conquistas desde o Acordo Coletivo 2007/2008.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Política de ganho real na EMDUR

EMDUR precisa aplicar política de ganho real
Não é segredo que a EMDUR em seus 25 anos de existência JAMAIS colocou como prioridade a valorização de seu quadro efetivo,tanto é verdade que hoje os salários pagos são extremamente defasados. Ano após ano a empresa tem reproduzido,aplicado,apenas os índices inflacionários oficiais,sem a ousadia de dar um mínimo que seja de ganho real. Qual a consequência prática do descaso? Na prática isso "achata" os salários,diminuindo consideravelmente o poder de compra dos trabalhadores da empresa. Outra consequência prática se reproduz na desmotivação do quadro efetivo,fazendo com que a empresa tenha trabalhadores descomprometidos com as metas de produção estabelecidas. É preciso que a EMDUR tenha coragem e ousadia,aplicando pela primeira vez uma política de ganho real. Não é um bicho de 7 cabeças,é só começar. Aplicando-se uma política séria de valorização nos salários pagos poderemos aos poucos promover a recuperação do poder de compra dos trabalhadores. Devemos levar em conta que 25 anos não são 25 dias ou 25 meses,é uma vida inteira de desvalorização profissional. Estamos em pleno século XXI,e não podemos mais admitir que uma empresa,ainda mais sendo 100% pública,continue ignorando as necessidades dos trabalhadores. Como sempre a palavra mágica a ser aplicada é VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL.
Luiz Carlos Presidente do SINTRAEP sintraep@hotmail.com

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Horas "in itinere"

Horas “in itinere” nada mais é do que o tempo que o empregado gasta até o seu local de trabalho e para o retorno quando o transporte desse empregado é fornecido pelo empregador, isto em se tratando de local de difícil acesso ou então não servido por transporte público.

O tempo gasto na ida e na volta do trabalho, no caso acima, é acrescido à jornada de trabalho do empregado para todos os efeitos legais, inclusive para fins de cálculo dos encargos sociais.

Mas o que fazer quando o tempo gasto para o transporte dos empregados para ida e a volta do trabalho apresenta oscilações diárias?

Uma alternativa é a negociação com o Sindicato que represente os empregados dessa empresa para a fixação desse tempo de forma predeterminada através de um acordo coletivo, ou seja, através da negociação direta entre a empresa interessada e o respectivo Sindicato, isto se tal previsão já não existir no Dissídio ou Convenção Coletiva. Vale lembrar que Dissídio ou Convenção Coletiva é o nome dado ao documento que representa a negociação entre o Sindicato Patronal e o dos empregados de uma determinada categoria.

Assim sendo, se sua empresa concede o transporte de seus funcionários na ida e na volta do local do trabalho, sendo este um local de difícil acesso ou não servido de transporte público, o tempo gasto nestes trajetos deverão ser incorporados à jornada de trabalho dos empregados que utilizem de tal transporte, seja na quantidade exata ou através de uma média predeterminada negociado com o Sindicato de seus empregados.

Fonte: Sebraesp

domingo, 29 de novembro de 2009

Nota publicada sobre reunião

Emdur Está marcada para o dia 05 de dezembro uma reunião entre membros da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo (Sintraep) e representantes da direção da Emdur. Em pauta a situação dos motoristas de caminhão toco; situação legal da Fábrica de Artefatos de Cimento; reivindicações de melhorias na Pedreira Municipal; reivindicações de melhorias na Usina de Asfalto; e nova eleição na Cipa.
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(Nota publicada na edição do dia 28/11/2009,sábado,JORNAL DO OESTE,página 02.)
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Transporte coletivo de Toledo em xeque

Recente enquete realizada no site do JORNAL DO OESTE perguntou a opinião dos internautas sobre o transporte coletivo de Toledo.
Vejamos os números:
O que você acha do transporte coletivo em Toledo? Essa foi a pergunta na enquete do site do J.O. (www.jornaldooeste.com.br). Dos 335 votos, 23 consideraram o sistema ótimo (6,9%). Para 54 pessoas (16,1%) o transporte é bom, enquanto 98 (29.3%) classificaram de regular, outros 63 (18,8%) de ruim e, para 97 internautas (29%) o serviço do transporte coletivo em Toledo é péssimo.
Obervações: A enquete mostra claramente que a empresa detentora do direito de uso dos serviços de transporte coletivo precisa ugentemente investir em melhorias na qualidade dos serviços prestados.
Entre ruim e péssimo os números chegam a 47,8%...um sinal de alerta.
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