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"Numa época de dissimulação, falar a verdade é um ato revolucionário." (George Orwell)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

PEC da jornada de 40 horas passa por unanimidade em comissão

Redução da jornada passa pela Comissão especial
Escrito por Isaías Dalle
Relatório favorável à PEC 231/95 é aprovado por unanimidade. Projeto reduz jornada para 40 horas semanais e taxa hora extra em 75% sobre a hora normal

"É uma grande data para a classe trabalhadora. Agora, é trabalhar para garantir que o projeto seja aprovado no plenário da Câmara e do Senado. Vai ser uma luta intensa, mas acho que hoje podemos comemorar um passo importante", afirmou hoje, dia 30, o presidente da CUT, Artur Henrique, após a aprovação unânime, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, do relatório favorável à redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

A audiência em que foi debatido e aprovado o relatório lotou de lideranças e militantes sindicais o auditório Nereu Ramos, na Câmara. O público excedeu bastante a lotação do espaço, que tem 600 cadeiras. Em todos os corredores havia militantes em pé.

Além de todos os deputados que compõe a comissão, o auditório recebeu a visita de vários parlamentares, de todos os partidos, que manifestaram apoio ao projeto que reduzirá a jornada semanal de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas.

O relatório aprovado hoje, elaborado pelo ex-presidente da CUT e hoje deputado federal Vicentinho (PT-SP), recomenda que a Câmara aprove a Proposta de Emenda Constitucional 231 A/95, de autoria do então deputado Inácio Arruda, hoje senador pelo PCdoB.

A Comissão acredita que projeto pode ir ao grande plenário em agosto.

Além de estabelecer a redução da jornada legal no Brasil, a PEC que agora vai a plenário também cria uma nova remuneração para as horas extras. Cada hora extra deverá ser acrescida de 75% sobre a hora normal - hoje o acréscimo é de 50%. "Dessa forma, criamos um complemento necessário para que a redução da jornada surta o efeito que queremos, que é criar mais empregos. A hora extra mais cara vai desestimular seu uso habitual", justificou Vicentinho. O deputado informou ainda, durante a audiência, que há 35 projetos diferentes sobre redução da jornada em tramitação na Câmara, e que a PEC 231 A/95 é, entre as propostas que pretendem beneficiar os trabalhadores, a que mais bem se encaixa com os preceitos constitucionais e, portanto, tem as maiores chances de aprovação.

Por iniciativa do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), também membro da Comissão Especial, foi elaborado um requerimento, com a assinatura dos demais integrantes, dirigido ao Câmara, Michel Temer, para que o projeto siga rapidamente para o plenário da Casa, onde precisará ser aprovado por no mínimo 308 deputados. O deputado tucano chegou a declarar: "Estou no meu segundo mandato, e participei aqui de várias comissões, de investigação e outras mais. Mas essa foi a primeira vez que eu me senti de fato perto da população. Me senti pela primeira vez efetivamente útil à sociedade como parlamentar".

O deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), lembrou que a batalha política ainda está em seu início. Dirigindo-se aos dirigentes na platéia, convocou: "Comecem a mobilização desde já nas suas bases e categorias. No dia em que esse projeto for a voto no plenário, temos de fazer uma mobilização em todas as partes do País, com paralisações inclusive, para pressionar os deputados a aprovarem. Temos de mostrar quem é favor do povo e quem é contra, de olho em 2010", afirmou o deputado, também integrante da comissão.

Falando na condição de convidado, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor da PEC, afirmou que a aprovação do relatório hoje pela Comissão Especial está em "sintonia com a contemporaneidade. Divide um pouco dos avanços do desenvolvimento tecnológico com os trabalhadores", afirmou. "Só a unidade e a mobilização do movimento sindical é que permitiram essa decisão histórica de hoje e vai garantir a aprovação pela Câmara e, depois, pelo Senado".

A reivindicação é bandeira da Central desde sua fundação em 1983 e tem como objetivo gerar mais empregos com carteira assinada. Segundo cálculos do Dieese, a medida pode gerar 2,2 milhões de novos postos de trabalho.

No ano passado, as centrais coletaram 1,5 milhão de assinaturas em todo o País, em defesa da redução da jornada, que foram entregues ao Congresso Nacional. A última redução do período semanal de trabalho ocorrida no País foi na Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48h para 44 horas. Para o relator do projeto, deputado Vicentinho (PT-SP), ex-presidente da CUT, a redução da jornada terá pouco impacto nos custos das empresas, pois a média da duração do trabalho no País já é inferior às 44 horas previstas na Constituição.

Foto: Image Foto: Guina *

terça-feira, 30 de junho de 2009

Centrais sindicais vão à Câmara pelas 40 horas semanais

Centrais vão à Câmara pela jornada de 40 horas

No próximo dia 30, as centrais sindicais farão uma grande mobilização na Câmara dos Deputados para pressionar os parlamentares a votarem a favor do relatório sobre a PEC 231/95, que propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, sem corte nos salários.

Sindicalistas de todas as regiões do país — ligados à Força Sindical, CTB, CUT, CGTB, Nova Central e UGT — estarão no auditório Nereu Ramos, às 14 horas, quando será apreciado o relatório na Comissão Especial da Redução da Jornada de Trabalho.

Texto no plenário

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP) reafirmou a dirigentes da Força que enviará o texto ao plenário da Casa tão logo seja aprovado pela Comissão Especial. “A diminuição do tempo de trabalho é uma secular bandeira do movimento sindical internacional”, diz o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

No Brasil, a jornada de trabalho sofreu redução de 48 horas para 44 horas na Constituição de 1988. No caso de o Parlamento aprovar a PEC 231/95, o Dieese calcula que cerca de 2 milhões de novos empregos serão gerados no país. Fonte: Força Sindical Autor: Assessoria de Comunicação Data: 28/6/2009 *

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Limpando a Rodoviária (Vídeos)

domingo, 28 de junho de 2009

Momentos dos trabalhadores (montagens)

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Entrevista ao Guaçu Notícias : Registros do momento

Luiz Carlos,Batista Franco e André Renato
Um momento de descontração no estúdio
Tom Martins comandando a parte técnica do programa Posted by Picasa

Desafio lançado à administração municipal de Toledo

Luiz Carlos,Batista Franco e André Renato
Durante entrevista concedida ao jornalista Batista Franco,Rádio Guaçu,o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo (SINTRAEP),Luiz Carlos dos Santos, lançou desafio à CAST,EMDUR e administração pública municipal no sentido de apresentar justificativas legais que impeçam a entrada dos trabalhadores da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR) como segurados obrigatórios da Caixa de Assistência dos Servidores Municipais de Toledo (CAST). O presidente apresentou em 29 de janeiro sugestões de alterações em três pontos da Lei 1727,de 08/12/1992,que possibilitaríam a entrada imediata dos trabalhadores da única empresa pública municipal de Toledo como segurados obrigatórios do plano de assistência à saúde administrado pela CAST. -- *

quinta-feira, 25 de junho de 2009

As dívidas da EMDUR (Opinião de Luiz Carlos)


As dívidas da EMDUR

A EMDUR (Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo) foi autorizada a ser criada através da Lei 1199/84,de 21 de novembro 1984, e constituída pelo decreto 114/84,de 11 de dezembro de 1984,iniciando oficialmente suas atividades a partir do dia 1º de janeiro de 1985.
Nascia assim a primeira,e única,empresa pública municipal de Toledo.
Já na sua fundação começaram as injustiças para com os trabalhadores da empresa.
A empresa iniciou suas atividades sem um plano de cargos e salários,ferramenta fundamental para a evolução do servidor público.
E assim está até os dias atuais,sem a possibilidade de avanços na carreira.Um verdadeiro crime contra a evolução no quadro funcional da empresa.
Temos atualmente o compromisso do prefeito de que contaremos em breve com um plano de cargos e salários,aliás esse compromisso nasceu da reivindicação do SINTRAEP (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo) durante a campanha eleitoral de 2008.
Nada nos foi oficialmente apresentado ainda,mas estamos confiantes de que o prefeito irá cumprir o compromisso firmado.
Outra injustiça histórica ocorrida desde a criação da empresa diz respeito a assistência à saúde,NUNCA contamos com uma assistência,e essa injustiça se perpetuou na época em que a CAST (Caixa de Assistência dos Servidores Municipais de Toledo) foi criada.
A referida CAST é uma autarquia que administra o plano de assistência à saúde dos servidores públicos municipais,criada através da Lei 1727,de 8/12/1992.
A CAST vem prestando relevantes serviços aos seus segurados,mas injustiça os trabalhadores da EMDUR ao não incluí-los entre os segurados obrigatórios.
Em 29 de janeiro o SINTRAEP protocolou na prefeitura a reivindicação de inclusão dos trabalhadores excluídos no grupo de segurados,para isso o sindicato sugere alterações em dois artigos da referida lei.
Atualmente o que temos é a administração municipal nos oferecendo um plano que contempla somente o funcionário,ou seja,individual,sendo que a luta do sindicato é por uma assistência que beneficie a família.
Afinal de contas entendemos ser a família o pilar central da sociedade,logo nada mais justo do que nossa luta pela saúde familiar.
Exigimos tratamento similar aos servidores da Prefeitura e Câmara Municipal,que contam com a assistência familiar oferecida pela CAST.
A injustiça continua.
Cremos ser um direito legítimo nosso a inclusão na CAST,dependendo a nossa entrada somente de vontade política da administração municipal.
A EMDUR,e a administração pública por tabela,nos deve muito historicamente.E parte desta dívida pode ser paga com o oferecimento de um plano de cargos e salários que contemple o desejo de evolução na carreira aos servidores da empresa,assim como uma assistência à saúde decente,preferencialmente a CAST.
Cansamos de opressão,necessitamos é de evolução.

Luiz Carlos dos Santos
Presidente do SINTRAEP
E-mail: sintraep@ibest.com.br


O texto acima está divulgado na Rodoviária de Toledo


As ações do sindicato são amplamente divulgadas entre os trabalhadores


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Entrevista ao Guaçu Notícias na sexta,dia 26

*O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo (SINTRAEP),Luiz Carlos dos Santos,e o tesoureiro da entidade,André Renato Pereira,serão os entrevistados de Batista Franco no programa "Guaçu Notícias",1ª edição,às 7:30 da manhã de sexta feira,dia 26. Em pauta a aprovação em Assembléia Extraordinária das negociações envolvendo EMDUR/UNIMED,o Acordo Coletivo de Trabalho 2009/2010,entre outros assuntos de interesse da categoria. A entrevista pode ser acompanhada,ao vivo,através do site da emissora: http://www.radioguacu.com.br/aovivo.php# .

terça-feira, 23 de junho de 2009

Eleição na UTES

UTES: processo eleitoral 2009
Nos dias 25 e 26 ocorre o processo eleitoral para escolha de nova diretoria na União Toledana de Estudantes (Utes). O mandato é de um ano,sendo que apenas uma chapa se inscreveu em tempo hábil para concorrer ao pleito. A maioria dos integrantes da chapa estuda no PREMEN ( Colégio Estadual Castelo Branco ). O resistro se faz necessário por vários motivos,entre eles o fato de o presidente do SINTRAEP já ter sido tesoureiro da UTES. Boa sorte aos eleitos,que eles consigam realizar um EXCELENTE trabalho.
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Sede da UTES,conquistada com muito esforço
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sábado, 20 de junho de 2009

SUCESSO na realização da Assembléia Extraordinária

Assembléia aprova Plano de Saúde na EMDUR,mas com ressalva
Durante a Assembléia Extraordinária realizada hoje,na Sede Social,os trabalhadores da empresa aprovaram a adesão ao Plano de Saúde administrado pela UNIMED. A Assembléia contou com a participação,a convite do SINTRAEP,de Paulo Finger, que representou na ocasião a UNIMED. Paulo Finger fez ampla exposição sobre o Plano,destacando as vantagens da adesão ao sistema. Ao final de sua explanação os trabalhadores presentes puderam tirar suas dúvidas. A principal queixa dos trabalhadores é quanto ao fato de o plano beneficiar somente o titular,assim ficou decidido que o sindicato apoiará a adesão da empresa ao Plano de Saúde da UNIMED,mas com a ressalva de que a luta por ampliação de cobertura deverá ter prosseguimento. A defesa da entrada dos trabalhadores na CAST (Caixa de Assistência dos Servidores Públicos) ou a ampliação futura do Plano de Saúde UNIMED terá prosseguimento,com sugestão do presidente do SINTRAEP,Luiz Carlos dos Santos,de que os trabalhadores entrem na CAST como segurados facultativos,pagando 10% de seu salário base a título de custeio ao sistema. A proposta atual,que beneficia somente o titular,trará desconto de 6% no salário base dos trabalhadores,sendo que o restante será custeado pela empresa. Entretanto,por ora,o sindicato entende que houve considerável avanço,levando-se em conta que nunca houve na empresa qualquer assistência à saúde dos trabalhadores. A EMDUR foi fundada em 1985. As negociações entre EMDUR,Administração Municipal e UNIMED prosseguem,tendo agora o aval do SINTRAEP.
Luiz Carlos,presidente do sindicato,defende assistência ampliada
Paulo Finger,expõe vantagens do Plano da UNIMED
Trabalhadores atentos às palestras ---

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Trabalho seguro,vida completa

O SINTRAEP apóia a campanha por prevenção de acidentes desenvolvido pelo site www.trabalhosegurovidacompleta.com.br *

Você sabia? (Estatísticas)

VOCÊ SABIA

Confira algumas notícias e curiosidades sobre a área prevencionista. 100 mil trabalhadores foram salvos pelas ações prevencionistas no Brasil

As estatísticas ligadas à Saúde e Segurança do Trabalho revelam sempre os maus resultados da ação prevencionista. Lá estão estampados os acidentes, doenças, mutilações e mortes provocadas no trabalho. Mas como se pode medir o resultado da ação dos milhares de profissionais de SST e das empresas que cada vez mais investem na prevenção. A Revista Proteção fez uma projeção baseada nos índices existentes no Brasil na década de 70 e chegou à conclusão que de 1980 até 2008 teriam sido evitadas 100 mil mortes nas empresas. O levantamento desenvolvido pelo jornalista Alexandre Gusmão usou a mortalidade em acidentes de trabalho entre 1970 e 1979 - cerca de 29 mortes para cada 100 mil trabalhadores - e aplicou ao total de trabalhadores com carteira assinada a partir da década de 80. Os números são surpreendentes. “Neste período – revela ele - tivemos 147.510 mortes registradas, mas a projeção com base nos índices da década de 70 nos levaria a ter 248.373 mortes no trabalho. Podemos dizer que o trabalho prevencionista brasileiro já economizou a vida de 100.863 trabalhadores.” Gusmão também projeta os números com base nos acidentes, embora reconheça que a subnotificação nestes casos pode comprometer a projeção. “Entre 1970 e 2008 tivemos 35,9 milhões de acidentes registrados. Se levássemos em conta a realidade da década de 70 teríamos tido 108,5 milhões de acidentes, 72,6 milhões de acidentes a mais do que tivemos na realidade.” Estes resultados são muito positivos e podem ser melhorados se o esforço em prol da qualidade dos ambientes de trabalho continuarem sendo uma tendência dentro das empresas e os profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho tiverem mais espaço para as suas ações.

Fonte: www.trabalhosegurovidacompleta.com.br

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