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"Numa época de dissimulação, falar a verdade é um ato revolucionário." (George Orwell)

domingo, 19 de junho de 2011

Alguém aceita trocar 3,5% por 1% ?

Cláusula atual do acordo coletivo 2010/2011

 Desde o acordo coletivo 2004/2005 existe uma cláusula intitulada "Da gratificação por qualificação",é nela que estão contidos os adicionais (em % ) por conclusão de cursos de qualificação profissional.
Inicialmente a tabela era assim composta:

a) 120 horas/curso: 2,5%
b) 240 horas/curso: 5,0%
c) 360 horas curso: 7,5%

No acordo coletivo 2008/2009 acrescentamos o adicional por 60 horas (1,25%).
No acordo coletivo 2009/2010 acrescentamos mais dois adicionais: 30 horas (0,62%) e 180 horas (3,5%).
Ou seja,com o passar dos acordos temos procurado ampliar as possibilidades.
Nosso objetivo sempre foi readequar os percentuais pagos por carga horária de curso,mas sempre recebemos negativas por parte da empresa.
Quando em 2008 apresentamos aos candidatos a prefeito a reivindicação de implantação de um Plano de Cargos e Salários para os funcionários da EMDUR,a intenção era (e é) de que os trabalhadores fossem beneficiados por avanços significativos.
Afinal,a empresa foi criada em 1985,nunca existiu uma ferramenta que possibilitasse progressão na carreira de quem entra na empresa pública.
Em outubro de 2010 a empresa lançou o EDITAL DE LICITAÇÃO Nº. 15/2010,imaginamos então que em 2011 a administração iria oferecer,finalmente,o tão reivindicado PCS (com chances reais de progressão na carreira).
Ficamos muito surpresos,e decepcionados,ao analisar o projeto em andamento.
No projeto idealizado por eles (administração/EMDUR) ao invés do adicional por qualificação receber uma injeção de ânimo,ocorre justamente o contrário: querem aplicar uma injeção letal no incentivo.
No Art. 25 do projeto está previsto que a gratificação por qualificação por curso de 180 horas terá o "glorioso" incentivo de 1%,sendo que as mesmas 180 horas em nosso acordo coletivo 2010/2011 prevê o adicional de 3,5%.
Quem,em sã consciência,trocaria 3,5% por 1% ?

Artigo 25 do projeto do Plano de Cargos e Salários da EMDUR
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sábado, 18 de junho de 2011

Plano do 1% em análise

Vamos hoje tratar da reunião ocorrida para análise do projeto entregue ao sindicato no dia 16 (Quinta-feira).
A Comissão de Negociação Sindical não ficou nada satisfeita com o conteúdo do projeto.
O entendimento é que um Plano de Cargos e Salários deve servir como instrumento de incentivo,de ânimo,ao funcionário de uma empresa.
Não é o caso.
O projeto apresentado contém as seguintes "novidades":
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a) 1% ao ano (caso você passe em criteriosa avaliação)
b) 1% por Ensino Médio (nos casos em que não for exigência do cargo)
c) 1% por Curso Superior (na área de atuação)
d) 1% por Pós-Graduação (na área de atuação)
e) 1% por curso de qualificação profissional (na área de atuação)
Obs: cursos a partir de 180 horas.


Poderíamos,com justiça,chamar o projeto de "Plano do 1%" (Ao invés de Plano de Cargos e Salários).
Chega a ser vergonhoso a empresa ter coragem de apresentar algo assim para apreciação da classe trabalhadora.
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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Vice prefeito de Toledo fala sobre Plano de Cargos

O assunto do momento na Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR) é a implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS).
Ontem a Comissão de Negociação finalmente recebeu,das mãos da diretora financeira (Irene da Silva),o projeto do Plano.
De posse da documentação a comissão inicia a análise,começando por uma reunião agendada para amanhã na sede social do sindicato.
Após análise da comissão as conclusões serão apresentadas aos trabalhadores em Assembléia Geral.
Hoje foi a vez do vice-prefeito de Toledo pronunciar-se sobre o Plano,foi durante sua entrevista ao jornalista Jair Scarpato. (Rádio Integração AM)
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Plano de Cargos está com SINTRAEP


A Comissão de Negociação Sindical esteve hoje reunida com a direção da empresa pública EMDUR para apresentação do projeto do Plano de Cargos e Salários.
O Plano é inédito na empresa,sendo que desde sua fundação,em 1985,a EMDUR nunca teve um.



A documentação (fotos acima) foi entregue para apreciação da Comissão,que depois de ampla avaliação,e discussão,apresentará aos trabalhadores para decisão final.
A primeira reunião dos membros da Comissão de Negociação,para análise do projeto,ocorrerá sábado (18).
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Reunião com diretoria da EMDUR amanhã

Está confirmada reunião para amanhã com diretoria da EMDUR.
Os membros da Comissão de Negociação Sindical estarão presentes para tratar do Plano de Cargos e Salários (PCS).
O PCS é reivindicação histórica do sindicato.
A proposta/reivindicação foi apresentada aos candidatos a prefeito em 2008,sendo que dois deles aderiram a idéia.
Um deles foi José Carlos Schiavinato (atual prefeito de Toledo-Paraná).
A reivindicação foi inserida em seu Plano de Governo e em 2011 caminha rumo a sua implantação.
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PCS:Reivindicação do Sintraep
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terça-feira, 14 de junho de 2011

Entidades querem melhorias na telefonia móvel

Diversas entidades da sociedade civil organizada uniram-se em favor da reivindicação de melhorias nos serviços prestados pela telefonia móvel de Toledo.
Um documento foi redigido,endereçado a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações),cobrando a intervenção da agência no sentido de que os cidadãos obtenham o merecido respeito por parte das operadoras de telefonia.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo (SINTRAEP),que representa os trabalhadores da EMDUR, é um dos signatários da reivindicação.
Confira o documento:
 
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Pedido de CPI foi reapresentado (ALELUIA)

Na sessão do legislativo municipal de ontem o pedido de instalação da CPI da EMDUR foi reapresentado pelos quatro vereadores de oposição.
Ganhou a coerência.
Assinaram o pedido:Paulinho da Saúde (PT),Adriano Remonti (PT),Leoclides Bisognin (PMDB) e Ademar Dorfschimidt (PMDB).
Agora é preciso que a sociedade organizada acompanhe de perto os trabalhos.
E torcer para que não haja novo parecer jurídico contrário.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mais assessores na Câmara Municipal ... será?

Ao invés de fiscalizar e legislar,funções básicas,os vereadores de Toledo concentram suas energias em outras ações.
Conversas de bastidores dão conta de que os edis planejam aumentar consideravelmente o número de assessores.
Atualmente cada gabinete conta com dois assessores a disposição.
 A intenção seria aumentar para três por gabinete.
Será?
Confira a matéria:
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Discutem aumento de assessores,mas fazem de conta que na EMDUR tudo anda 100% bem.
Sorte nossa (moradores de Toledo/Paraná) que 2012 está chegando.
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Não ouço,não vejo e não falo nada ... por onde andas CPI?

Por vezes a classe política comporta-se como os três macaquinhos (na ilustração abaixo),aqueles que não ouvem,não enxergam e não falam.
Está sendo assim com o caso envolvendo graves denúncias contra a empresa pública EMDUR.
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Não ouço,não vejo e não falo nada
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Mais uma segunda ... e a CPI?

Mais uma segunda chegou.
Mais uma segunda na expectativa de que os vereadores de oposição reapresentem o pedido de instalação da CPI da EMDUR.
O tema hoje foi comentado pelo jornalista Jair Scarpato.(Rádio Integração AM)

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domingo, 12 de junho de 2011

Criança dá trabalho,mas não deve trabalhar

Criança não pode ser explorada
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Domingo, dia 12 junho, enquanto boa parte dos adolescentes brasileiros comemora o Dia dos Namorados, outra parte – não menos importante ou significativa – da população com menos de 17 anos tem outras preocupações. Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2009, 4,2 milhões de crianças e jovens, entre cinco e 17 anos, trabalham. Delas, mais da metade executa atividades perigosas, insalubres ou ilícitas. Dos jovens de 16 a 17 anos, 90% não têm carteira de trabalho assinada, e 46,6% cumprem jornada de 40 horas semanais ou mais. E mais: segundo o último Censo Demográfico do IBGE, mais de 233 mil famílias no País são chefiadas por crianças e adolescentes.

É com os olhos voltados para esse problema – comum a boa parte do planeta – que o dia 12 de junho foi declarado, em 2002, o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). A questão preocupa a OIT desde 1919, quando a primeira Conferência Internacional do Trabalho adotou a primeira Convenção Internacional contra o trabalho infantil, que tratava da idade mínima para os trabalhadores da indústria.

O ordenamento jurídico brasileiro protege a criança e o adolescente da exploração sob todas as formas. Na legislação trabalhista, a CLT reserva um capitulo inteiro (Capítulo V) à proteção do trabalho do menor, e o artigo 403 proíbe qualquer tipo de trabalho a menores de 16 anos, a não ser como aprendizes a partir dos 14 anos – e, nesse caso, não pode ser realizado “em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a freqüência à escola”.

A proibição é reforçada pela Lei nº 8.069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). E a Constituição Federal contempla um sistema especial de proteção dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes que visa garantir, “com absoluta prioridade”, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los “a salvo de toda forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão”.

Por que, então, temos hoje mais de 2 milhões deles não apenas trabalhando, mas envolvidos em atividades perigosas, ilícitas ou degradantes? O trabalho de crianças e jovens adolescentes divide opiniões e tem fortes nuances sócio-culturais. “Ainda existe hoje no Brasil, de forma bastante arraigada, a visão de que o trabalho, para a criança pobre, é benemerência”, afirma o ministro Lelio Bentes Corrêa, do Tribunal Superior do Trabalho, que integra a Comissão de Peritos na Aplicação de Convenções e Recomendações da OIT. “Por muitos anos, no Brasil, se pensou que era melhor a criança trabalhar do que estar na rua. Hoje, aos poucos aumenta a percepção de que o trabalho da criança é um caminho para a rua e até para a criminalidade”, observa.

O trabalho infantil no País se concentra, sobretudo, na agricultura familiar e nas atividades informais e domésticas – sem falar na exploração sexual e no tráfico. Estima-se que 9% ocorram nas residências familiares. Para a ministra Kátia Arruda, pesquisadora do trabalho doméstico infantil no Maranhão, “isso não parece assustar ou causar indignação, e o motivo é muito simples: esse tipo de exploração parece estar enraizado na cultura brasileira”.

No artigo “O Trabalho Infantil Doméstico: Rompendo com o Conto da Cinderela”, a ministra observa que a maioria das crianças e adolescentes entra nessa situação com a promessa de estudar e de serem tratados como parte da família. “Mas logo terão de lavar, passar e limpar todos os quartos da casa ou cuidar de outras crianças, sem jornada de trabalho definida e sem remuneração, já que os patrões estão ‘fazendo o favor’ de ajudar as famílias pobres na criação dessas crianças”, afirma. O “conto da Cinderela”, no caso, se confirma por outros caminhos. “Cinderela não executava as atividades domésticas como colaboração normal e saudável entre as pessoas da família”, compara. “Ela era obrigada a trabalhar de forma extenuante, enquanto a madrasta e suas filhas levavam uma vida de ócio e liberdades.”

Fonte: TST
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Você concorda com a cena?

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sábado, 11 de junho de 2011

37 dias de greve chegam ao fim

A paralisação mais longa da história da montadora acabou depois de uma assembleia geral realizada nesta sexta-feira. 
Pelo acordo firmado entre a direção da empresa e o sindicato dos trabalhadores, os funcionários vão receber R$ 21,6 mil nos próximos 12 meses, além de 15% a 20% de aumento salarial. 
O pacote de benefícios inclui a negociação da PLR, Participação nos Lucros e Resultados deste ano e do ano que vem, um dos pontos centrais exigidos pelo movimento grevista.

Fonte: CBN 

A greve dos metalúrgicos da Volkswagen em São José dos Pinhais, no PR, terminou após 37 dias de paralisação. Em assembleia realizada no início da tarde desta sexta-feira (10), os trabalhadores aceitaram o pacote oferecido pela montadora. Além do aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o acordo também envolveu a data base, abono salarial e plano de cargos e salários.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (Simec), no período de greve deixaram de ser fabricados 22,9 mil carros e o prejuízo para a empresa chegou a R$ 1 bilhão.

Posição da montadora

No final da tarde desta sexta-feira (10), a montadora enviou nota oficial. O texto traz que "a Volkswagen do Brasil e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba fecharam hoje um acordo que abrange o pagamento de Participação nos Resultados, como também o entendimento com relação à data-base da categoria e dias adicionais de produção. Os trabalhadores da unidade de São José dos Pinhais voltarão ao trabalho na próxima segunda-feira, dia 13".
A empresa vai pagar R$ 11.500 de PLR. Neste mês (junho), serão R$ 5.200. Em dezembro serão R$ 6.300.

Fonte:  G1