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"Numa época de dissimulação, falar a verdade é um ato revolucionário." (George Orwell)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ponta pé inicial rumo ao acordo coletivo 2011/2012

Trabalhadores anseiam por avanços no acordo coletivo 2011/2012
Sábado,dia 23/10,a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo (SINTRAEP) esteve reunida em sua sede social para deliberação de importantes temas de interesse da categoria.
Vários assuntos estiveram em pauta,destacando-se:

1. Formação da Comissão de Negociação Sindical 2011/2012;
2. Acordo coletivo 2011/2012;
3. CAST;
4. Abono salarial;
5. Plano de Cargos e Salários;
6. Festa de fim de ano;
7. Construção do anexo administrativo da sede social;
8. Reunião pública para ouvir trabalhadores a respeito do acordo coletivo.
Avançar sempre !
A direção deliberou por manter os membros da Comissão que negociou o acordo 2010/2011,visto que os mesmos atuaram com lisura,seriedade e competência durante todo o processo negocial.
Mizael,Gilmei,Geraldo,André e Luiz Carlos
A Comissão de Negociação Sindical,além de negociar diretamente com a empresa o acordo coletivo 2011/2012,atuará na vigilância da instalação do Plano de Cargos e Salários na empresa pública EMDUR.
Caberá também aos componentes da Comissão cobrar do administrador municipal,leia-se prefeito de Toledo,o cumprimento da parte de seu Plano de Governo referente a empresa pública.
Por exemplo,ainda estamos pacientemente aguardando que a empresa conceda algum tipo de assistência à saúde dos trabalhadores.
Os servidores da Prefeitura (Servidores estatutários) contam com um sistema próprio de assistência à saúde,enquanto que a EMDUR,cujos funcionários são celetistas,jamais contaram com qualquer auxílio à saúde em 25 anos de existência da empresa.

Prefeito de Toledo-Paraná
 Como resultado da reunião do dia 23/10,deliberou-se pela realização de uma reunião pública para o dia 20/11,destinada a ouvir os anseios da classe trabalhadora da EMDUR.
Da reunião sairão parte das reivindicações que comporão o documento a ser apresentado para as negociações de 2011.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Entrevista esclarece Plano de Cargos e Salários




 Plano de cargos e salários

A ferramenta não é nova, porém sua aplicação nunca foi tão importante num mercado cada vez mais competitivo, em que não se roubam apenas clientes da concorrência, mas os melhores profissionais. Para ajudar você a esclarecer as principais dúvidas sobre Planos de Cargos e Salários (PCS), conversamos com Olavo Chiaradia, consultor de remuneração do Hay Group, uma das maiores consultorias de gestão empresarial no mundo. 
Acompanhe!
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Olavo, em que consiste um PCS?
Na elaboração de uma estrutura em que os cargos são descritos, avaliados e comparados ao mercado competidor da empresa. 

Ele tem o objetivo de subsidiar a companhia com informações de políticas e práticas de remuneração (fixa e variável) do mercado para assegurar a atração, retenção e motivação de seus recursos humanos e atingir o plano de negócios traçado pela organização.

Quais são as vantagens de quem faz um PCS e as conseqüências para quem não o fizer?

Como vantagens, além da gestão dos custos, premia a equidade interna, ou seja, não vale a lei do “achômetro”, do meu amigo ou de quem indica. Cargo mais importante vale mais. 

Portanto, traz o conceito de justiça interna no peso relativo aos cargos.
Ele também assegura que a empresa se compare com o mercado de atratividade, ou seja, para quem eu perco e de quem ganho recursos humanos, além de formalizar internamente e para o mercado que existe um processo estruturado de gestão da remuneração, com aplicação de uma metodologia que dimensiona o peso dos cargos e o estabelecimento de uma política de remuneração que esteja alinhada aos objetivos de negócios.
Para quem não o fizer, diria que a empresa está “navegando” no escuro, pois poderá pagar muito para um cargo – e isso no médio e longo prazo fica inviável – e, na outra ponta, poderá oferecer uma remuneração incapaz de atrair os melhores talentos, além de ter dificuldade em explicar internamente por que um cargo ganha mais que outro, principalmente na ausência de um método que avalie isso.

Quanto custa fazer um PCS?

Sem dúvida, custa muito menos que perder os melhores talentos para seus concorrentes e ter de buscar outras pessoas no mercado, desenvolver e aguardar para colher os frutos. É difícil mensurar o custo para estruturar um PCS, pois depende do tamanho da empresa e a quantidade de cargos envolvidos no projeto. A construção de um PCS é bastante customizada e deve-se entender a demanda da companhia.

Como fazer a equiparação de salários quando você tem pessoas mais qualificadas ganhando menos e outras menos qualificadas ganhando mais?

Essa é uma análise que mistura a pessoa e a cadeira. Um PCS não trará respostas a isso, e sim as evidências. Portanto, esse assunto deve ser tratado com a área de desenvolvimento e os gestores dessas pessoas, pois, seguramente, as empresas não poderão simplesmente mandar os indivíduos que ganham mais embora, já que têm um histórico na companhia e, mesmo que não sejam os mais qualificados, deve ou teria de existir uma resposta para cada uma das exceções.
Aos que são mais qualificados e recebem menos, deve-se programar de que forma progredirão na faixa, ou seja, a idéia aqui é que cada pessoa seja analisada individualmente e que as distorções sejam tratadas de maneira estruturada. Para chegar ao desequilíbrio atual, muito tempo passou e algumas decisões erradas foram tomadas. Então, é preciso parar, pensar e programar. Eventuais processos de equiparação existirão e, para tanto, a empresa deverá estar ciente das exceções e atuar sobre elas.

Ao descrever os requisitos mínimos de cada cargo, naturalmente alguns colaboradores não se enquadrarão. Então, o que fazer, já que a lei não permite que o salário seja reduzido?

O processo é para a descrição do cargo, ou seja, que requisitos e responsabilidades os funcionários têm de possuir para executar adequadamente suas tarefas. Portanto, mesmo que uma pessoa não tenha o requisito mínimo ou possua mais do que é exigido, no momento de construir um PCS, o que se busca é o conteúdo daquilo que o cargo demanda, sempre.
Para esses casos, muitas vezes, centralizamos a coleta e o levantamento dessas informações com os chefes imediatos para não correr o risco de o ocupante colocar a formação ou experiência dele, e sim do que o cargo necessita.

Quais são os métodos mais eficazes de coleta de dados para elaborar as descrições e especificações dos cargos?

O mais eficaz é estabelecer uma reunião com aproximadamente três horas, em que os próprios ocupantes dos cargos são os responsáveis pelo preenchimento das descrições – sempre com a orientação de um consultor que apresenta e conduz que tipo de informação é necessário para uma descrição de cargo clara e objetiva.
Normalmente, conduzimos turmas com até 20 participantes. Para os cargos mais operacionais, esse processo geralmente ocorre com os superiores imediatos. Após a realização das turmas, as descrições são validadas pelos seus chefes imediatos de forma a garantir que a informação esteja alinhada tanto pelo ocupante como pela gestão.

Como “vender” e divulgar um PCS para os funcionários?

Para isso, é preciso, acima de tudo, muita clareza, que não significa abrir o salário de cada um, e sim divulgar que a empresa possui um plano formal, que tipo de método foi utilizado para a avaliação dos cargos, quem é o mercado competidor da companhia, onde ela quer se posicionar e, com isso, divulgar a estratégia de remuneração e logicamente estabelecer um processo formal de revisão do plano, da elaboração ou criação de um programa de mérito e revisões pontuais da remuneração na parceria RH e área.

Num primeiro momento, um PCS parece algo extremamente complexo e burocrático, o que dificulta sua implantação e desencoraja líderes e empresas. É possível facilitar sua implantação, Olavo?
Sim, é possível, mas a regra número um é o comprometimento. A alta direção precisa comprar a idéia e abrir suas agendas, com isso o processo tende a ser muito mais simples e rápido. Parece complexo se o programa não for objetivo e se a empresa quiser estruturá-lo sem divulgar aos funcionários. A atividade mais burocrática que temos é as descrições dos cargos, e eu concordo que seja, porém é a maneira mais eficaz de passar para o papel as principais atividades e responsabilidades dos cargos. É uma burocracia necessária. 



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Licitação do PCS da EMDUR

Um passo importante foi dado pela Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR).
Com a publicação do EDITAL DE LICITAÇÃO Nº. 15/2010-MODALIDADE: TOMADA DE PREÇOS-TIPO: MENOR PREÇO GLOBAL,estamos caminhando em direção a implantação do PCS (Plano de Cargos e Salários) na empresa pública.


O PCS é uma ferramenta importantíssima para a evolução do quadro funcional de qualquer empresa,seja ela pública ou privada,permite avanços ao longo dos anos.
Hoje o funcionário permanece décadas na empresa pública municipal EMDUR e não evolui na carreira,não recebe recompensas ou incentivos pelo seu trabalho e dedicação.
Obviamente que com a implantação do PCS os trabalhadores passarão por avaliações que possibilitarão ( em caso de nota mínima ) os avanços previstos.
É o preço a se pagar pela evolução administrativa.
O PCS será,se feito com competência,a grande novidade administrativa nos 25 anos de criação da EMDUR.
O SINTRAEP (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Públicas Municipais de Toledo) está atento ao andamento do processo de implantação do PCS,vigiaremos para que seja algo que venha de encontro aos interesses da classe trabalhadora da empresa.
Afinal,nunca é demais relembrar que a reivindicação do PCS é de autoria do sindicato.
E como autores da idéia,estamos vigilantes.
Para acesso ao edital completo da licitação:

domingo, 24 de outubro de 2010

Balanço patrimonial 2009 da EMDUR

Quando afirmamos que o departamento jurídico da EMDUR tem um comportamento jurássico,ainda tem uns doloridos (poucos,claro) que stressam-se.
Mas,aqui apresentamos mais um caso clássico de desarmonia do jurídico da empresa com a moderna sociedade em que vivemos.
A Empresa de  Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (EMDUR) é uma empresa de capital 100% público,ou seja,pertence 100% ao povo de Toledo (Paraná).
Logo,seguindo a lógica imbatível de transparência nos atos públicos,a empresa deveria disponibilizar aos interessados o acesso a documentos que versem sobre a administração do patrimônio público.
É o correto.
Ocorre que em 1º/09/2010 o SINTRAEP protocolou pedido de cópia do balanço financeiro da empresa referente ao ano de 2009.(Protocolo nº 83)

1º pedido de cópia do balanço financeiro
Qual a resposta da EMDUR?
Enviou o Ofício nº 61/2010 no dia 08/09/2010,informando que  o balanço financeiro havia sido publicado na edição do JORNAL DO OESTE do dia 28/04/2010.
E nada de enviar em anexo a cópia do balanço solicitado.
Ou seja,o jurídico arranjou um meio de enrolar e não fornecer o acesso ao documento.

Resposta negativa da EMDUR
Obviamente não aceitamos o comportamento extremamente arcaico da resposta,e reforçamos o pedido de cópia do documento.
No dia 22/09/2010 realizamos o registro do protocolo nº 106,questionando o porque de esconder-se informações que deveríam ter caráter público.

Repúdio ao ato jurássico

E ,finalmente,através do Ofício nº 73/2010,de 18/10/2010,a EMDUR recuperou parte de sua sanidade administrativa ao fornecer o acesso às informações solicitadas inicialmente em 1º/09/2010.

Parte da sanidade administrativa retornou à EMDUR
Já tivemos problemas anteriores com o jurídico da empresa,a exemplo da farsa administrativa intitulada "Sindicância 01/2008",sendo que a negativa inicial de acesso ao balanço financeiro da empresa é apenas mais um fato a somar-se aos vários tropeços do responsável.
Mas,enfim,nada dura eternamente.
A tendência é de evolução na empresa pública,apesar dos 25 anos de atraso administrativo,e na evolução administrativa não há espaço para comportamentos herméticos.

Café colonial do SINDSERTOO

A diretoria do SINTRAEP recebeu,e agradece,convite para participar do café colonial promovido pelo SINDSERTOO.
Será realizado no dia 30/10,no ginásio de esportes do INCOMAR.
É um evento já tradicional na cidade,em comemoração ao dia do servidor (28/10).
Provavelmente o tesoureiro do sindicato ( André Renato ) e os membros do Conselho Fiscal,Geraldo Reis e Mizael dos Santos,marcarão presença no evento.


sábado, 23 de outubro de 2010

Mochilas para funcionários da EMDUR

Documento enviado pelo SINTRAEP
Resposta da empresa EMDUR
O caso das mochilas

Sobre o pedido do fornecimento de mochilas aos trabalhadores,a empresa informou que será solicitado ao departamento de compras orçamento de qual o valor do investimento.
Não disse nem que sim,nem que não.
Mas,ao menos está analisando.

Reparos na cobertura do cemitério

Documento enviado pelo SINTRAEP

Resposta da empresa EMDUR

Atendendo solicitação de um trabalhador do cemitério municipal de Toledo,associado ao SINTRAEP,protocolamos em 14/10 (Protocolo  nº 121 ) pedido de providências relacionado aos reparos necessários na cobertura da estrutura administrativa do mesmo.
Como resposta,a empresa informa que a secretaria de habitação  e urbanismo está providenciando reparos no espaço que apresenta problemas.
Esperamos que o serviço seja providenciado no menor tempo possível,pois sabemos que o problema é antigo e constantemente ignorado pelo poder público.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Carro é furtado no estacionamento da SADIA/Toledo


Os trabalhadores da SADIA continuam tendo problemas com o estacionamento da empresa.
A matéria,reproduzida no áudio acima,foi ao ar ontem no programa "Guaçu Notícias".
Como os trabalhadores da empresa irão cumprir sua jornada em paz ?

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A polêmica do dia

Durante entrevista,levada ao ar hoje pela manhã,o vereador Paulo dos Santos (PT) fez uma análise sobre o quadro eleitoral toledano.
O foco girou em torno dos dois deputados não-reeleitos na cidade (Duílio Genari e Elton Welter),o vereador defendeu a importância dos votos nos candidatos Professor Lemos e Doutor Rosinha.
Afirmou que Toledo pode contar com todos os parlamentares eleitos pelo Partido dos Trabalhadores,independente de serem de Toledo ou não.
Entretanto,o ponto forte,e polêmico,da entrevista foi o momento em que o vereador declarou que o debate em torno da tese de voto em candidatos locais é "extremamente imbecilizado".
Abaixo parte da entrevista do parlamentar,com o trecho que gerou polêmica.
A entrevista foi ao ar na 1ª edição do programa "Guaçu Notícias" (Rádio Guaçu AM).


Logo após,na 2ª edição do programa,o jornalista Batista Franco repercutiu a entrevista concedida pelo vereador.

Estresse atinge cerca de 90% da população global

  

Um levantamento realizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) revelou que o estresse, em suas mais variadas formas, atinge cerca de 90% da população global. 
Esse quadro está associado ao desenvolvimento de uma série de doenças, como câncer, depressão, diabetes e principalmente a hipertensão. 
No Brasil, por exemplo, 132 mil infartos são causados pelo estresse do dia a dia, conforme dados do Ministério da Saúde.

Tão suscetíveis quanto qualquer ser humano, os executivos, cujo padrão de trabalho extrapola as mais recomendadas cargas horárias, acabam por se tornar alvo fácil desses sintomas.
A crença hoje é achar que estar ocupado é sinônimo de competência. 
"Vivemos num mundo globalizado, na sociedade 24 horas onde o tempo tornou-se um aspecto importantíssimo e "o demais" permeia a vida das pessoas. 
No entanto, muita gente confunde agenda lotada com sucesso profissional e competência", afirma a vice-presidente de projetos da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Sâmia Simurro. Segundo Sâmia, alguns psicólogos do Reino Unido levantaram a possibilidade de as pessoas sentirem necessidade de preencherem toda a sua agenda, por terem medo do tédio e da solidão em que elas se encontram.

Carreira

Na opinião do presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos, Eduardo Shinyashiki, ao entrarmos no famoso "piloto automático", realizamos as mesmas sinapses e exploramos os espaços de sempre do nosso cérebro, reduzindo a nossa capacidade mental de raciocínios e reações. 
"A longo prazo, todos os prejuízos que poderiam ter sido evitados acabam resultando em maus resultados na carreira, relacionamentos conturbados e até mesmo graves doenças. 
Ou seja, somos obrigados a dar um basta em tudo, em paralisar os planejamentos e nos afastar daquilo em que despejávamos todos os nossos esforços e expectativas", afirma. 
O que muitos não enxergam é que essa interrupção poderia ter sido evitada, com um pouco de paciência, empenho e reflexão, observa o especialista.

Trabalho

Para ambos os especialistas, não existe uma fórmula mágica para evitar ou ignorar situações estressantes. 
A diferença real está em como encarar as circunstâncias. 
"Acredito que existam várias razões para essa dificuldade. Uma delas é a falta de compromisso com suas prioridades. Não importa a quantidade de tempo que dispomos, mas, sim, como estamos utilizando o nosso tempo", avalia Sâmia. 
Contudo, essas advertências não estão relacionadas ao desligamento do trabalho, mas a uma quebra de um ritmo acelerado com as tarefas profissionais.

Fonte: Site Proteção

domingo, 17 de outubro de 2010

A cada seis segundos, uma criança morre de fome no mundo

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), estima-se que 925 milhões de pessoas se deitem com fome todas as noites.
O número é menor que o 1,023 bilhão do ano passado, mas ainda assim ultrajante.
Tão ou mais é o fato de que uma criança, a cada seis segundos, morre de causas relacionadas à fome no mundo. Seis segundos.
E dois terços dos subnutridos estão em sete países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia e  Paquistão (Ásia) e Congo e Etiópia (África).
Hoje, é o Dia Mundial da Alimentação.
E também aniversário da FAO – criada em 1945, ano em que termina a Segundo Grande Guerra – que completa 65 anos.
A data serve para lembrar que a paz não é apenas uma questão de depor baionetas, mas também universalizar uma vida digna.
O mundo não terá uma paz real se houver alguém, em algum lugar, que passar o dia sem comer, enquanto outros arrotam fartura.
Existe maior violência do que passar sentir a dor de não ter nada para comer?
Tempos atrás, para tratar da efeméride, eu trouxe algumas fotos que tirei – da época em que ainda fotografava – e algumas reflexões.
Por conta de políticas públicas implantadas no Brasil para redução da pobreza extrema ou do fim de guerras no exterior, fiquei sabendo que a situação em alguns desses lugares mudou.
Mas representam a cara de um desafio que ainda existe por aqui e por lá.
Campo de refugiados em Caxito, Angola.O país enfrentou uma longa guerra civil e não conseguiu garantir condições mínimas de sobrevivência a suas crianças. Dinheiro há – Angola é rica em recursos mineirais, como petróleo e diamantes. Mas o país vem sendo roubado há décadas por governos e elites locais bisonhos e pilhados por empresas multinacionais, entre elas algumas brasileiras.


Vale lembrar que não é a simples doação de alimentos que vai resolver o problema.
Ela é um ato importante, pois mantém pessoas vivas enquanto se criam condições para que elas possam trabalhar (decentemente), nos campos ou cidades, e obter seu próprio sustento.
O problema é que, nem sempre, essa segunda parte, estrutural, ocorre.
Pai e filho procuram sustento em lixão no interior de Pernambuco. O cheiro e as moscas não eram o pior naquela situação, mas a certeza que eu tinha de que aquelas pessoas simplesmente não existiam. A casa e os utensílios domésticos vinham do que a sociedade não queria mais. Parte do que eles comiam, também.


Combater a fome é bordão citado por políticos em eleição, empresas que querem limpar a barra, entidades não-governamentais e artistas em busca de redenção social.
Se bem que nesta eleição, isso tem sido raro – aborto aparece mais do que a fome.
Triste, né?
Há também aqueles que preferem defender a superficialidade das ações cosméticas.
Até porque mudanças estruturais significam cortes na carne, como uma ampla reforma agrária e a mudança de prioridade na aplicação de recursos públicos.
Benefícios dos mais ricos têm que dar lugar às necessidades dos mais pobres.
Mas aí, a porca torce o rabo!
Vem a turma do deixa-disso, não seja radical, o brasileiro é de paz (tradução: os explorados são uns moles e idiotas), o mundo é assim mesmo, cansei!, uns comem muito outros pouco e vai se levando, olha a legalidade, respeite a propriedade… Traduzindo: mudar sim, desde que tudo fique como está. Sabe como é: tem gente que tem nojo de pobre.
Povoado de Malvinas, no interior do Rio Grande do Norte. A família havia perdido a safra devido à seca. A menina, desnutrida e com tamanho menor do que sua idade pedia, fazia aniversário no mesmo dia que eu. Para vocês, uma informação inútil. Mas para mim, arrasadora.


Durante a ditadura, esperou-se o bolo crescer para dividi-lo.
Mas ele cresceu e só alguns foram chamados para comê-lo.
Ou melhor, na receita já estava previsto que o bolo era para poucos – a cozinheira é que foi enganada pela sinhá.
O aumento na produção de determinadas commodities que não são destinadas para alimentação segue pelo mesmo caminho – vamos dispor de terras que eram importantes para a produção de comida para gerar mercadorias cujos lucros não serão, nem de longe, divididos.
Acampamento guarani no interior do Rio Grande do Sul. De vez em quando vem à tona a notícia de que alguma criança indígena morreu por desnutrição em algum lugar do Brasil. O avanço do agronegócio e das cidades têm expulsado muitos povos indígenas de suas terras ou transformando-as em favelas, o que tira deles sua autonomia alimentar. No Mato Grosso do Sul, isso tem sido tristemente constante. Com a ampliação da cana no estado, isso está piorando.


A FAO informa que o aumento na produção de alimentos terá que ser da ordem de 70% para suprir uma população de 9 bilhões de pessoas em 2050.
E quem vai produzir essa comida extra? Segundo as Nações Unidas, os pequenos produtores e suas famílias (que representam cerca de 2,5 bilhões de pessoas ao redor do mundo, têm um papel fundamental) atuando com menos impacto ambiental.
Há muita gente querendo plantar no Brasil, pequenos agricultores.
Só lhes falta terra, recursos, escoamento, capacitação, tecnologia. Oportunidade.
De acordo com a FAO, na América Latina, poucos países têm legislação que afirmam o direito à alimentação de todos, como Argentina, Equador, Guatemala e Brasil – que tem sido reconhecido como referência em programa de combate à fome e à pobreza extrema, mas ainda tem que suar para erradicar essa vergonha.
Mulher segura filhos desnutridos em comunidade rural de Sao José da Tapera, interior de Alagoas. O lugar já foi considerado o município mais pobre do país, ou melhor dizendo, com menor índice de desenvolvimento humano. A seca lá bate forte e, ironicamente, o São Francisco está a poucos quilômetros da comunidade. O projeto de transposição do Velho Chico vai levar água para abastecer cidades, empresas e o agronegócio – mas será que conseguirá atingir as famílias no meio do sertão. Se, hoje, o poder público não consegue garantir água para essas duas crianças, o que dirá de levar água até a menina desnutrida de duas fotos atrás?


De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), do total de famintos na América Latina e Caribe, quase 9 milhões são crianças com menos de cinco anos de idade.
Por isso, só coloquei fotos delas neste post.
Isso também serve para pôr à mesa, cheia ou vazia, que nosso futuro está à espera de soluções firmes para a erradicação da fome.
Será que nossa geração terá a coragem de demolir estruturas enraigadas desde a fundação do país, que garantem que uns tenham tudo e outros nada?
Eu espero que sim – apesar de achar que não.

Autor: Leonardo Sakamoto 
(Originalmente publicado em 16/10/2010)

sábado, 16 de outubro de 2010

Presidente do SINTRAEP responde ataques gratuítos


O blog recebeu a seguinte mensagem:

"Defensor de causa própria, o atual presidente usa o sintraep, para defender interesses
próprios, se considera uma vítima, injustiçado, nada mais é do que um hipócrita que
acredita em suas próprias mentiras, contagem regressiva do surrupiamento salarial
realmente é apelação, na bem da verdade a punição ficou barata, perto do que o senhor
presidente do sintraep, aprontava naquela rodoviária!"

-Edson Rissi

Na realidade eu nem deveria responder ao cidadão,visto que o mesmo está atirando sem
saber dos fatos.
Dá apenas tiros ao vento,na esperança de atingir qualquer coisa que passar.
Mas,enfim,mantendo a tradição do blog,escreverei algumas linhas de esclarecimento
em respeito aos leitores que nos acompanham diariamente.
Primeiro: Quais interesses próprios eu estaria defendendo na presidência do Sintraep ?
Fechamos quatro acordos coletivos com a EMDUR em defesa da classe trabalhadora.
O interesse é 100% coletivo,só não vê quem é cego ou mal-intencionado. Ou os dois.
Quanto a contagem regressiva do surrupiamento salarial,é uma forma de não deixar cair
no esquecimento um fato gravíssimo,não direcionado a mim ( Luiz Carlos ),mas ao
presidente do sindicato.
Como já escrevi,e reescrevi,a perseguição deu-se em face do enfrentamento nas
negociações para fechamento do acordo 2010/2011.
Só uma pessoa mal-informada poderá achar que a punição saiu barata.
Óbvio que não saiu,nem sairá,barata.
Vai sair bem cara a punição,é apenas questão de tempo.
Como escrevi em vários textos anteriores,teremos desdobramentos breves.
Garanto que não sairá barato,fique atento e logo perceberá.
Pelo tom rancoroso de seu texto,você deve ser amigo ou ter alguma ligação com algum
diretor da EMDUR,talvez com um dos dois que pedi publicamente que fossem demitidos
por incompetência.
Se for o caso,acalme-se,ainda tem muita coisa pra acontecer.
Logo a justiça irá pronunciar-se,a verdade será amplamente divulgada.
Só ter paciência.
Quanto a sua afirmação :"...perto do que o senhor presidente do sintraep, aprontava
naquela rodoviária!"
Sugiro moderação,não se esqueça que calúnia e difamação são crimes puníveis pelas leis
brasileiras.
Não se desespere,mantenha o foco.
Mais uma coisa,pra encerrar: eu acredito na verdade dos fatos,tanto que estou
absolutamente certo da vitória,já você parece guiar-se pelas mentiras que seus amigos
lhe contam.
Suas fontes são rancorosas,parciais e derrotadas sempre ante a luz da verdade.
Conheça a verdade,e a verdade te libertará.
Pense por si mesmo.
E pra sua alegria,o contador do surrupiamento salarial permanecerá ativo no blog,assim
como será constantemente lembrado,e relembrado,em todas as oportunidades.
Ficará marcado o 6 de maio como o dia da perseguição sindical na EMDUR.
Agradeço por sua participação,é mais uma oportunidade de relembrarmos o fato covarde ocorrido na empresa pública de Toledo ( Paraná ).